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Designer de Interiores bem informado.


A delimitação de atuação entre esses dois profissionais de nível superior é difícil de ser estabelecida, embora, a rigor, o bacharel abarque em seus estudos uma carga horária ampliada, que lhe confere maior verticalização no ato de projetar.

Em termos teóricos, o tecnólogo tem uma formação mais voltada à prática de projeto, e sua atuação junto à indústria e ao comércio poderia ser o foco de sua formação acadêmica.

No entanto, ambos estão habilitados como profissionais plenos. Ressalte-se que a busca por formação continuada e o empenho e engajamento pessoais podem significar muito nas competências individuais.

O designer de interiores de nível superior está habilitado a projetar e executar de forma criativa, técnica e científica soluções - pautadas em critérios estéticos, simbólicos e práticos - para ambientes diversificados, sejam residenciais, comerciais, corporativos, institucionais e outros, tais como equipamentos de transporte (embarcações, aeronaves, trens, automóveis) e equipamentos de uso temporário (stands, feiras, eventos).

Em sua atuação, o profissional visa a eficiência, a segurança, a saúde, o conforto térmico, acústico e lumínico, a inclusão social (design universal) e o desenvolvimento sustentável. Suas soluções estão sempre relacionadas aos preceitos da ergonomia. A pesquisa, seja teórica ou prática, faz parte de sua atuação e a ele cabe a correta especificação de materiais e equipamentos para elaboração e execução de projetos de interiores.

O trabalho do profissional de nível superior abarca uma metodologia iniciada com a demanda do cliente e com a análise da proposta, identificando, nesse intercâmbio, requisitos e determinantes do projeto, relacionados ao território, à função ou ao usuário. Ampla pesquisa analisa o contexto socioeconômico e cultural dos stakeholders[1], levantando-se normas pertinentes aptas a nortear as soluções. Esse estudo, chamado briefing, elaborado a partir do programa de necessidades, conduz ao conceito de projeto – o trabalho intelectual que concentra forças e limitações presentes no sistema e que as sintetiza em uma ideia norteadora, nascida no problema, e que garantirá a coesão e a consistência da proposta.

Sendo um expert em organização de espaços internos, qualquer seja o objeto em que atua (edifícios, eventos, equipamentos de transporte e demais), sua formação lhe permite propor alterações nos espaços físicos, avaliando possibilidades e limites técnicos do espaço a ser trabalhado, e identificando, de modo responsável, a necessidade de colaboração de profissionais competentes, na forma da lei, para ações específicas que garantam a execução de sua proposta com segurança. Apto a estabelecer colaboração, compatibiliza projetos complementares, acompanha a execução da obra e os processos construtivos e empreende avaliação pós-ocupação do espaço. O profissional está apto ainda a elaborar o projeto luminotécnico e locar pontos hidráulicos, elétricos, de lógica, telefonia, ar condicionado, assim como criar equipamentos e mobiliário de desenho exclusivo.

Profundo conhecedor do meio cultural onde atua, o designer de interiores de nível superior tem repertório que lhe confere maiores possibilidades de inovação e de criatividade. Por isso não é um mero repetidor de soluções, mas alguém apto a responder ao problema de projeto, observando o comportamento do usuário e seus valores, sua sensação de identidade e pertencimento, promovendo o bem-estar, respeitando a segurança e o meio ambiente através de um consumo consciente e responsável. Está ainda apto a desempenhar funções técnicas e atuar no ensino e na pesquisa.

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